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domingo, 1 de maio de 2011

A verdade sobre a desvalorização do dólar


O dólar continua desvalorizado porque o Brasil exporta commodities que estão com o preço alto e isso faz entrar muito dólar no mercado. Ou seja, é a nossa riqueza. Exportamos commodities agrícolas: soja, suco de laranja congelado, trigo, algodão, borracha, café, etc. e commodities minerais: minério de ferro, alumínio, petróleo, ouro, níquel, prata, etc. Esta exportação tem feito a diferença. O país vive inundado de quinquilharia chinesa, mas o saldo comercial com a China é favorável ao Brasil em 5 bilhões de dólares. Nós também exportamos carros, aviões, sapatos, etc, que enfrentam o câmbio desfavorável, mas continuam faturando. O dólar está desvalorizado no mundo e isso é uma estratégia dos EUA para ativar o comércio internacional. O dólar caro tira populações inteiras do consumo.  Um Ipad, que custa 560 dólares, é vendido no Brasil por 2,5 mil reais, se o dólar custasse 2,5 reais o Ipad estaria valendo hoje 4500 reais. Isto é voltar ao passado, quando informática era para rico.O salário não é reajustado pelo dólar, mas os preços são. Já os grandes empresários que acumulam os lucros em dólares, quando a moeda americana valoriza ficam mais ricos e aplicam no preço do que produzem essa valorização...Ou seja, a valorização do dólar vai para o preço, mas fica longe do salário.

A prova que o real não está sobrevalorizado, como ocorreu no Plano Real no primeiro mandato de FHC quando 1 dólar valia 1 real por decreto do governo, é o superávit na balança comercial. O governo acaba de anunciar que vai revisar para cima a previsão de superavit da balança comercial brasileira em 2011. A projeção atual é que o saldo fique entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões ao longo de 2011. Ou seja, se há superávit é porque o real que hoje é regulado livremente pelo mercado não está artificialmente alto. Nos anos FHC, o real estava artificialmente valorizado e isto fez crescer as importações a um ponto que aniquilou a industria nacional, o saldo na balança comercial ficou negativo por 5 anos seguidos e em 1999 o país faliu e teve que recorrer ao FMI, porque as reservas cambiais chegaram a zero, ZERO...

Por essa razão as intervenções de Dilma no mercado de câmbio para valorizar o dólar pode trazer consequências graves para a economia, especialmente para a inflação. O dólar artificialmente alto vai provocar reajustes nos preços e o salário não vai ser reajustado na variação do dólar. Ou seja, é o Brasil voltar ao seu passado...Inflação, desemprego, miséria, arrocho salarial, greves e uma moeda sem poder de compra.


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